Tráfego Pago

Google Ads para corretor de seguros: como gerar cotação qualificada

Autor Agência PHN
Publicado 23 de setembro, 2026
Leitura 13 min

Por Pablo Negri — PHN Digital

A dúvida que mais recebo de quem trabalha com seguros é simples: Google Ads para corretor de seguros vale a pena ou é só queimar dinheiro com clique de curioso? A resposta curta é que vale, e o setor tem uma característica que joga a favor: quem busca cotação de seguro no Google já está com o problema na cabeça, muitas vezes com renovação vencendo ou compra de carro recém-fechada. É intenção declarada e quente. O que separa a conta que capta cotação qualificada da que só esvazia orçamento não é a plataforma, é o desenho da campanha e o filtro de quem entra. Este artigo explica se compensa, quanto costuma custar, que campanha usar e como estruturamos uma conta de tráfego pago para corretora de seguros.

Vou ser direto desde o começo: seguro não é venda por impulso, é decisão comparada. A pessoa vai cotar em três, quatro lugares antes de fechar. Isso muda tudo na hora de montar a campanha, porque você não está competindo só por clique, está competindo por velocidade de resposta e por relevância da oferta. Em mais de seis anos gerindo tráfego pago, o padrão que mais vi derrubar corretora foi anúncio genérico de “seguros” mandando para uma home institucional, sem cotação clara e sem retorno rápido. O clique vem, o lead esfria, o dinheiro some.

Em resumo

  • Vale a pena. Quem busca “cotação de seguro auto” no Google está no fundo do funil — é intenção quente, não navegação curiosa. O Search captura exatamente esse momento.
  • Corretor precisa ter registro na SUSEP. Anunciar sem habilitação e sem o registro exigido é atuar irregularmente. A campanha pressupõe a corretora regularizada.
  • Cuidado com o texto do anúncio. Nada de prometer o “seguro mais barato” ou preço fechado sem cotação. Seguro depende de perfil, e promessa de preço vira problema com o cliente.
  • Search por ramo é o caminho. Separe auto, vida, saúde e residencial. Cada ramo tem público, valor e sazonalidade próprios — misturar tudo numa campanha só desperdiça verba.
  • O que importa é o custo por cotação fechada. LTV de um segurado que renova ano após ano perdoa clique caro. A conta se faz no valor da carteira, não no CPC.

Google Ads para corretor de seguros vale a pena?

Vale quando a busca é ativa e o produto tem recorrência — e seguro reúne os dois. A pessoa que digita “cotação seguro auto” ou “seguro de vida quanto custa” está pesquisando por vontade própria, geralmente com prazo curto para decidir. A Rede de Pesquisa captura essa intenção no momento exato, o que torna o canal um dos mais eficientes para captar cotação qualificada em seguros.

Tem um segundo motivo que sustenta o investimento: o valor de um segurado não é o da primeira apólice. É a renovação que se repete a cada ano. Um cliente de seguro auto que fica com você por cinco anos vale muito mais do que o custo de conquistá-lo. Isso muda a matemática da campanha por completo. O mercado ajuda a dimensionar o apetite: segundo a projeção da CNseg para 2026, o setor de seguros deve crescer 5,7% e arrecadar R$ 808 bilhões, com auto, saúde e habitacional entre os destaques. Demanda existe, e boa parte dela passa por uma busca no Google antes de virar cotação.

O que a SUSEP exige do corretor que anuncia?

A SUSEP não proíbe corretor de anunciar no Google. O ponto de atenção é anterior à campanha: para intermediar seguro, o corretor precisa de habilitação técnica e registro, pessoa física ou jurídica. Anunciar captação de cotação sem esse registro é operar irregularmente. A campanha pressupõe a corretora em situação regular.

Há também uma regra de nomenclatura que afeta a divulgação. Pela Circular SUSEP 127/2000, a corretora deve usar a expressão que identifica a atividade — “corretora de seguros” ou “corretagem de seguros” — na denominação e no nome fantasia, justamente para o público não confundir corretor com seguradora. Isso se reflete no anúncio e na página de destino: você se apresenta como corretor, não como se fosse a própria seguradora. O registro e as exigências estão descritos no serviço oficial de cadastro de corretores da SUSEP. Fora isso, o cuidado maior é comercial e de consumidor: não prometer preço fechado antes da cotação, porque o valor do seguro depende do perfil de risco de cada pessoa.

Quanto custa fazer Google Ads para uma corretora de seguros?

Não há valor único, mas há uma lógica clara. Termos de seguro têm concorrência alta e clique caro, porque seguradoras, marketplaces e outras corretoras disputam as mesmas palavras. “Cotação seguro auto” ou “seguro de vida” custam mais que a média do Google. O que decide se compensa não é o custo por clique isolado, é quanto vale um segurado ao longo da relação.

Aqui está a conta que faço com toda corretora antes de subir campanha. Se a comissão de uma apólice de auto se repete a cada renovação e o cliente fica anos na carteira, o custo de aquisição se dilui numa receita recorrente. É por isso que o clique caro assusta menos do que parece: o LTV do segurado carrega a conta. O erro comum é olhar só o CPC e recuar, quando a métrica que importa é o custo por cotação que vira apólice. Para calibrar quanto esperar de resultado em função do orçamento e do ramo antes de investir, vale entender quantos leads é razoável esperar no Google Ads.

Search ou Performance Max: qual campanha usar em seguros?

Para corretora, a Rede de Pesquisa (Search) é quase sempre o ponto de partida. Ela captura intenção declarada — a pessoa buscou um ramo específico de seguro — e entrega o clique no momento em que a cotação está sendo considerada. Performance Max e display, que empurram anúncio para quem não pesquisou, tendem a gerar volume mais frio e raramente são o primeiro passo de uma corretora.

Isso não significa que só existe Search. O remarketing é particularmente forte em seguros, porque o ciclo de decisão é comparado: mostrar seu anúncio de novo para quem cotou e não fechou costuma recuperar cotação que estava indo para o concorrente. Performance Max pode entrar depois, quando a conta já tem histórico de conversão para alimentar o algoritmo. Mas a espinha dorsal de uma conta de seguros bem montada é o Search segmentado por ramo, com palavras negativas que separam quem quer contratar de quem só procurava “tabela FIPE” ou “como funciona o seguro DPVAT”. Esse desenho é o que impede a verba de escoar por clique de quem nunca vai fechar.

Como estruturar a conta para captar cotação qualificada

A estrutura que funciona em seguros separa os ramos em campanhas distintas, cada uma com seu conjunto de palavras e sua página de cotação. Isso reduz o custo por clique, melhora a relevância e faz o cliente cair numa página que fala do seguro exato que ele procura — não numa home genérica que trata de tudo ao mesmo tempo.

Na prática, os passos são estes:

  1. Separe por ramo. Auto, vida, saúde e residencial têm públicos, tickets e sazonalidades diferentes. Uma campanha para cada evita misturar orçamento e mensagem.
  2. Escreva anúncios honestos. Convide para a cotação sem prometer preço fechado. “Cotação de seguro auto com as principais seguradoras” funciona melhor e é mais seguro que “o seguro mais barato”.
  3. Use palavras negativas com rigor. Termos como “DPVAT”, “tabela FIPE”, “grátis” e “como calcular sozinho” filtram quem não vai contratar corretor.
  4. Leve para uma página de cotação específica. Cada ramo precisa de uma landing com formulário curto de cotação e um caminho rápido de contato, de preferência WhatsApp.
  5. Responda rápido e meça a apólice. Em seguro, velocidade de retorno decide a venda. Configure a mensuração para saber quantas cotações e quantas apólices vieram de cada campanha, não só cliques.

Esse é o mesmo método que aplicamos na gestão de tráfego pago da PHN: campanha desenhada em torno do valor do cliente da corretora e da recorrência da carteira, não em torno de volume de clique. Em seguros, com decisão comparada e renovação anual, essa diferença é o que separa investimento de desperdício.

Vale a pena investir em Google Ads na corretagem de seguros?

Vale quando três condições se juntam: a corretora está regular na SUSEP, existe busca ativa pelos ramos que ela vende e a conta é montada em torno do custo por cotação fechada. A corretagem reúne isso com frequência, porque seguro é produto de busca ativa e de receita recorrente — combinação rara e favorável ao tráfego pago.

Vantagens do Google Ads para corretor de seguros

  • Intenção quente: você aparece para quem já está cotando seguro, muitas vezes com renovação vencendo ou compra recente.
  • Receita recorrente: a renovação anual da carteira dilui o custo de aquisição ao longo dos anos.
  • Segmentação por ramo: dá para focar auto, vida ou saúde conforme o forte da corretora, com mensagem sob medida.
  • Previsibilidade: com mensuração correta, você sabe quanto custa cada cotação e cada apólice fechada.

Desvantagens e cuidados

  • CPC elevado: termos de seguro estão entre os mais disputados do Google — exige orçamento e paciência para calibrar.
  • Concorrência de gigantes: seguradoras e marketplaces competem nas mesmas palavras, o que pressiona o lance.
  • Velocidade de resposta: cotação que não recebe retorno rápido vai para o concorrente. Sem processo de atendimento ágil, a verba se perde.

Veredicto: para a corretora regular, com um ou dois ramos bem definidos e um processo rápido de resposta à cotação, o Google Ads é um dos canais de captação mais consistentes que existem. O que não funciona é subir campanha genérica de “seguros”, com anúncio de promessa e sem página de cotação, e esperar cliente qualificado cair no colo.

Para aprofundar

Perguntas frequentes sobre Google Ads para corretor de seguros

Corretor de seguros pode anunciar no Google?

Sim. Não há proibição de anunciar. O que a norma exige é anterior: para intermediar seguro, o corretor precisa de habilitação técnica e registro na SUSEP, pessoa física ou jurídica. Com a corretora regular, anunciar cotação na Rede de Pesquisa é permitido e é um dos canais mais eficientes do setor.

O que não pode aparecer num anúncio de seguros?

Evite prometer preço fechado ou “o seguro mais barato”, porque o valor depende do perfil de risco de cada pessoa e só se define na cotação. Pela Circular SUSEP 127/2000, a divulgação deve identificar a atividade de corretagem, para o público não confundir o corretor com a própria seguradora.

Quanto custa o clique de Google Ads para seguros?

Termos de seguro estão entre os mais caros do Google, porque seguradoras, marketplaces e corretoras disputam as mesmas palavras. O número isolado importa menos que o custo por cotação que vira apólice: como o segurado renova ano após ano, a receita recorrente costuma diluir o custo de aquisição.

Qual campanha é melhor para corretora de seguros?

A Rede de Pesquisa (Search) é o ponto de partida na maioria dos casos, porque captura quem já busca cotação de um ramo específico. O remarketing funciona bem pelo ciclo de decisão comparado. Performance Max costuma entrar depois, quando a conta já tem histórico de conversão para alimentar o algoritmo.

Google Ads ou redes sociais para vender seguros?

Não são excludentes, mas atacam momentos diferentes. O Google Ads captura quem já decidiu cotar e está pesquisando — intenção quente. As redes sociais geram demanda e reconhecimento antes da decisão. Para captar cotação qualificada no curto prazo, o Search costuma render mais; as redes ajudam a manter a corretora na lembrança.

Publicado em 2026-09-23 por Pablo Negri, fundador da PHN Digital. Gestor de tráfego pago e SEO há mais de 6 anos, com 200+ empresas atendidas em todo o Brasil. Certificações ativas em Google Ads e Google Analytics. Para conversa direta: (11) 96154-7083.


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